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Patronos das Edições do Flipoços - Festival Literário Internacional de Poços de Caldas

Patrono 2006 - Manuel Guimarães

Foi um pintor, caricaturista e cineasta português que se destacou pela aplicação dos princípios ideológicos do neorealismo na narte do cinema em Portugal. No entanto, a ditadura salazarista, mais atenta às manifestações da sétima arte que às "transgressões" no domínio da literatura, impediu-o com severidade de levar a bom termo os seus propósitos artísticos.





Patrono 2007 - José Mindlin
Foi um bibliófilo, empresãrio e advogado brasileiro. Formou a maior e mais relevante biblioteca privada do país, com 45 mil volumes. Realizou em vida o seu maior sonho, que era garantir o acesso da posteridade a seus tesouros. Em 2006, depois de quinze anos de luta contra entraves burocráticos, finalmente conseguiu a transferência da parte de seus acervo dedicada ao Brasil, com 25 mil volumes, para a Universidade de São Paulo.




Patrono 2008 - Ingedore Grunfeld Villaça Koch
Foi uma linguista brasileira, de origem alemã, tendo sido professora titular da Universidade Estadual de Campinas por quase 30 anos. Implementou a área de Linguística textual no Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp e destacou-se no Brasil por suas publicações, que são bibliografia frequente nos cursos de Letras do páis. Foi pesquisadora emérita pelo CNPq, pelo conjunto de sua obra científico-tenológica e por seu renome junto à comunidade científica.




Patrono 2009 - João Guimarães Rosa
Foi um escritor, diplomata, novelista, contista e médico brasileiro, considerado um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. Foi o segundo marido de Aracy de Carvalho, conhecida como "Anjo de Hamburgo". Os contos e romances escritos por Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais que, somados à erudição do autor.




Patrono 2010 - Rubem Alves
Foi um psicanalista, educador, teólogo, escritor e ex-pastor presbiteriano brasileiro. Foi autor de livros religiosos, educacionais, existenciais e infantis. É considerado um dos maiores pedagogos brasileiros de todos os tempos, um dos fundadores da Teologia da Libertação e intelectual polivalente nos debates sociais no Brasil. Foi professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em alguns de seus textos, cita passagens da Bíblia, valendo-se de metáforas.




Patrono 2011 - Tatiana Belink
Foi uma escritora de literatura infanto-juvenil, foi roteirista e tradutora de grandes obras russas e a responsável pela primeira adaptação para a televisão de O Sítio do Pica-Pau amarelo. Recebeu importantes prêmios, entre eles, o Prêmio Jabuti, em 1994, com o livro "A Saga de Siegfried" e o Prêmio Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, 2003, categoria poesia, com o livro "Um Caldeirão de Poemas". Em 2009 foi eleita para a cadeira nº 25 na Academia Paulista de Letras. De sua vasta obra destacam-se "O Caso dos Bolinhos".




Patrono 2012 - Antonio Candido de Mello e Souza
Foi um sociólogo, literato e professor universitário brasileiro. Estudioso da literatura brasileira e estrangeira, é autor de uma obra crítica extensa, respeitada nas principais universidades do Brasil. À atividade de crítico literário somou-se a atividade acadêmica, como professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). Foi professor-emérito da USP e da Universidade Estadual Paulista (UNESP).




Patrono 2013 - Nélida Piñon
Formou-se em Jornalismo pela Pontificia Universidade Católica do Rio de Janeiro e foi Editora e menbro do Conselho Editorial de várias revistas no Brasil e exterior. Também ocupou cargos no conselho consultivo de diversas entidades culturais em sua cidade natal. Estreou na literatura com o romance Guia-mapa de Gabriel Arcanjo, publicado em 1961, que tem como temas o pecado, o perdão e arelação dos mortais com Deus. Nélida é, também, acadêmica correspondente da Academia das Ciências de Lisbora.




Patrono 2014 - Ferreira Gullar
Nasceu em São Luís, em 10 de setembro de 1930, com o nome de José Ribamar Ferreira. Ganhou o concurso de poesia promovido pelo Jornal de Letras com seu poema "O Galo" em 1950. Os prêmios Moliêre, o Saci e outros prêmios do teatro em 1966 com Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, que é considerada uma obra prima do teatro moderno brasileiro. Em 2002, foi indicado por nove professores do USA, do Brasil e de Portugal para o Prêmio Nobel de Literatura.




Patrono 2015 - Ziraldo Alves Pinto
É um cartunista, chargista, pintor, dramaturgo, caricaturista, escritor, cronista, desenhista, humorista, colunista e jornalista brasileiro. É o criador de personagens famosos, como o Menino Maluquinho, e é, atualmente, um dos mais conhecidos e acalmados escritores infantis do Brasil. Desde o ano de 2000 participa da "Oficina do Texto", maior iniciativa de coautoria de livros do mundo, criada por Samuel Ferrari Lago, então diretor do Portal Educacional.




Patrono 2016 - José Murilo de Carvalho
É um cientista político e historiador brasileiro, membro desde 2004 da Academia Brasileira de Letras, Junto com o jurista e professor Celso Lafer. José Murilo é o único historiador brasileiro a ser membro dessa Academia e também da Academia Brasileira de Ciências. Tem-se dedicado nos últimos anos ao estudo da construção da cidaddania no Brasil, ressaltando suas especificidades. Na sua opinião, "o cidadão vota racionalmente, mas preso ao mundo da necessidade".




Patrono 2017 - Milton Hatoum
Hatoum publicou ensaios e artigos sobre literatura brasileira e latino-americana em revistas e jornais do Brasil, da Espanha, França e Itália. Alguns de seus contos foram publicados nas revistas Europe, Nouvelle Revue Française (França), Grand Stree (New York) e Quimera (México). Participou de várias antologias de contos brasileiros publicados na Alemanha e no México, e da Oxford Anthology of the Brazilian Short Story. Em parceria com o filósofo e crítico literário Benedito Nunes, publicou Crônica de duas cidades: Belém e Manaus.




Patrono 2018 - Davi Arrigucci Júnior
Nascido em São João da Boa Vista(SP), foi professor de Língua e Literatura Espanhola e Literatura Hispano-Americana e Teoria Literária na Universidade de São Paulo. Como ensaísta e crítico, publicou: O escorpião encalacrado. A poética da destruição em Júlio Cortázar (1973); Humildade, paixão e morte: a poesia de Manuel Bandeira (1990); O cacto e as ruínas. A poesia entre outras artes (1997); Outros achados e perdidos (1999); Coração partido.




Patrono 2019 - Jorge Schwartz
Professor Titular aposentado e vinculado à Pós-Graduação de Literatura Hispano-Americana da Universidade de São Paulo. Autor, entre outros, de Murilo Rubião: a poética do uroboro (Ática), Vangaurda e cosmopolitismo (Perspectiva, prêmio APCA). Vanguardas Latino-Americanas (Edusp). Coordenou a tradução das Obras Completas de Jorge Luis Borges (Globo - Jabuti / agora Companhia das Letras), organizador de Borges no Brasil (Edunesp), das Obras complestas de Oswald de Andrade (Globo e Companhia das Letras).