Notícia

Flipoços na Estrada passa por Paraty

 

Participações em eventos literários consolida a cidade como rota turística cultural da literatura

Após participação de autores do Flipoços 2018, em Belo Horizonte e Brasília, Poços de Caldas têm sido incluída em discussões sobre festas literárias brasileiras, benefícios para os municípios e seus desafios. Em recente participação da curadora do Festival, Gisele Ferreira na Flip, Festa Literária Internacional de Paraty ficou evidenciada a importância de Poços de Caldas hoje na rota dos principais festivais literários brasileiros. Em três momentos especiais, na Casa PublishNews, Casa Libre e Nuvem de Letras e na Casa Philos, o Flipoços foi muito elogiado não só por efetivamente desenvolver um trabalho de fomento ao livro e leitura, mas principalmente, por ser um festival plural que busca através de todas as artes atrair um número cada vez maior de pessoas para o universo transformador do livro, leitura e literatura. Segundo Gisele Ferreira, Poços de Caldas que já é conhecida nacionalmente e internacionalmente pelo turismo termal é hoje sem dúvida, uma cidade literária de fato e de direito. A sua história comprova isso e exatamente através disso, é possível uma transformação da cidade, da economia local  e das pessoas aumentando o nível de conhecimento e informação, além de gerar mais riqueza para toda a cidade. Em recente entrevista na Flip, o Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, disse que encomendou à Fundação Getúlio Vargas (FGV) um estudo em que mediria o impacto econômico da 16ª edição da Flip na cidade e seu entorno. O resultado foi publicado e, segundo o estudo, o evento gerou retorno econômico da ordem de R$ 47 milhões, além de R$ 4,7 milhões em impostos. Tudo isso a partir de R$ 3,5 milhões (R$ 3 milhões em investimento público e R$ 500 mil de outras fontes) investidos na organização do evento.

Não só por isso, mas especialmente por isso, a curadora do Flipoços Gisele Ferreira lançou um documento em que sugere ao Ministério da Cultura, buscar alternativas para que o dinheiro público via FNC, possa também chegar às festas e festivais literários realizados Brasil afora, mas por empresas privadas. “Grande parte dos eventos literários no Brasil são feitos por entidades privadas, sobretudo, no interior do País. Temos que buscar formas de fomentos e sustentabilidade a eles também, pois a captação via Leis de Incentivo ainda continua sendo um calvário para nós”, ressalta ela.

Em Poços de Caldas, o Flipoços tem crescido a cada ano e demonstrado que sua força pode mover toda a economia da cidade como a Flip está realizando em Paraty. “Nosso desafio é grande, pois é necessário o envolvimento de toda a cidade, dos órgãos públicos, das empresas privados, e da população em compreender e perceber os benefícios imensuráveis que um festival como esse é capaz de promover na comunidade e seu entorno”.

A pesquisa feita em Paraty, durante a Flip levou em consideração o efeito cascata que os gastos efetuados pelos frequentadores da Festa têm na economia local. Além disso, há a geração de renda e de empregos. Estima-se que a festa tenha gerado R$ 17 milhões em renda, além de ser responsável pela criação de 1.349 empregos, sendo 673 diretos e 676 indiretos. O levantamento considerou a participação de 26.400 pessoas em quatro dias de evento. Destes, 1,9% (502) são estrangeiros, 45,3% (11.959) são brasileiros não residentes na cidade, 9,1% (2.402) são excursionistas (aqueles que foram ao evento, mas não pernoitaram na cidade) e 43,7% (11.537) são residentes em Paraty (fonte PublishNews).

O fato da população local e regional ter abraçado o Flipoços e por Poços de Caldas ser uma cidade literária e cultural demonstra a transformação que ele pode promover em todos os setores da sociedade. Para saber mais e acompanhar o Flipoços na Estrada e as novidades do Flipoços 2019, acesse o site www.flipocos.com

Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, recebe o livro “Poços é uma festa”e confirma interesse em procurar atender por outras formas legais as festas e festivais literários realizadas por empresas privadas.
 

Mesa sobre festas literárias na Casa PublishNews na Flip